Pescadores fazem parceria com governo e vão monitorar manchas de óleo


A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Sape) se reuniu nessa segunda-feira, 21, com pescadores do litoral Leste potiguar para estabelecer uma parceria no monitoramento de manchas de óleo nas águas do estado. Os pescadores convidados eram de municípios das áreas afetadas, que vai desde Baía Formosa, no extremo Sul, até Touros, no extremo Norte do litoral.

“Vale ressaltar que até o presente momento o Governo Federal — que é o ente responsável pela defesa, proteção e gerenciamento do mar –, não apresentou ainda as informações necessárias, como a origem do óleo, nem tão pouco está trabalhando na contenção dos resíduos que estão chegando às praias. Não é responsabilidade dos estados, nem dos seus respectivos municípios afetados, a reparação desses danos, no entanto a orientação da governadora Fátima Bezerra, é ter uma postura proativa diante desse desastre ambiental”, ressalta o subsecretário de Pesca e Aquicultura da Sape, David Souza.

Na parceria firmada, os pescadores serão agentes importantes para informar aos órgãos competentes, inclusive à Sape, das coordenadas das manchas, bem como data e hora da visualização do material. A partir disso, o Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (Idiarn) irá no local para colher amostras do pescado e da água afetados e, em laboratórios, providenciará as análises necessárias para mensurar o impacto sobre o ecossistema. O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema), irá trabalhar juntamente com a Sape no monitoramento dessas áreas.

A reunião de articulação contou com a participação de toda a equipe da Subsecretaria de Pesca e Aquicultura da Sape, além de representantes das colônias de pescadores das áreas atingidas, Idema, Idiarn, Defesa Civil e gestores municipais. Representantes do Projeto Cetáceos Costa Branca, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, também estiveram presentes no encontro e irão participar da ação recolhendo animais como peixes e tartarugas encontrados nas áreas comprometidas, vivos ou mortos, para cuidados e estudos.

Notícias Turismo

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